sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sigo o meu caminho,
Um tanto solitário...
Já sem seus carinhos que me confortavam,
Ou aquele olhar que penetrava em minha alma.
Fiquei um tanto perdido,
Muitos caminhos...
E nenhuma vontade de ir adiante.
Dê-me um motivo forte para continuar!
Mas a vida ainda me empurra,
Para trilhar um caminho de pedras.
Mas isto não me assusta...
O que tenho medo é não querer,
Como se tanto faz, como tanto fez,
Por que nada me importa mais...
Mesmo que você esteja lá,
Já não me importa.
Por que não quero nada,
Quero ficar aqui sentado...
Olhando o movimento da vida dos outros
Quem sabe ouvir o assobio do vento
Carregando para bem longe de mim...
Sabe sei lá o que...
Aqui há um vazio...
Talvez um grilo faça algum ruído lá bem distante...
Mas eu ainda permaneço aqui...
No mesmo lugar...
Sem saber o que fazer...
Talvez surjam alguns sonhos...
Mas ainda não sei a minha reação.

Algo me prende...

Não me esqueço do seu sorriso,
Das manhãs de domingo,
Do seu carinho nos meus cabelos
Aonde foi parar tudo isso
Quero esquecer
O que fazer para seguir em frente
Mas algo me prende...

Sem saber aonde ir...

Eu fiquei na margem
Entre o início e o fim
Dividida entre os caminhos a seguir,
Chorar ou rir...
Mas não me contive,
Derrubei sim muitas lágrimas...
Mas agora estou ali na margem
Sem saber aonde ir...